O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), discursam em sequência na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, na 3ª feira (22.set.2026), com mensagens opostas e depois de uma série de atritos entre os 2 governos.
Lula vai exaltar o multilateralismo, a paz mundial e a não interferência em assuntos domésticos. Trump deve priorizar a guerra com o Irã, o Oriente Médio, a ameaça nuclear e a alta dos combustíveis nos EUA.
Por tradição desde 1955, o Brasil é o 1º a falar. Trump é o 2º. Será a 11ª participação de Lula na abertura da Assembleia como presidente. Ele chega a Nova York na noite de domingo (20.set) e volta ao Brasil no dia do discurso.
Segundo o governo, o petista deve defender a negociação para resolver disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a reforma da ONU, em particular do Conselho de Segurança. O tema da sessão é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma ONU que atenda a todas as pessoas”.
A versão atual do texto não faz referência direta a Trump nem ao Escudo das Américas, iniciativa de segurança dos EUA na região -lida pelo Planalto como reedição do Plano Colômbia, focado na repressão e no afastamento da China do hemisfério.
Contudo, Lula vai falar sobre a defesa da soberania e da democracia, o repúdio a interferências externas e a cooperação internacional contra o crime organizado.
