Quase seis meses antes das comercializadoras de energia do Grupo Safira recorrerem à Justiça em busca de uma proteção de 60 dias para negociar dívidas de R$ 357,5 milhões, a Safira Holding aprovou uma cisão parcial que previa redistribuir ativos e passivos dentro da estrutura societária do grupo.
A ata analisada pela reportagem mostra que a assembleia foi realizada em 2 de março de 2026. As assinaturas eletrônicas foram concluídas em 31 de março. Pela estrutura prevista, parte do patrimônio da Safira Holding seria transferida para a Safira Participações 2 e outra parcela para a Honshu Participações, empresa do grupo voltada a participações societárias.
Em agosto, quatro comercializadoras do grupo, Safira Administração e Comercialização de Energia, Safira Artemis Comercialização de Energia, Safira Trading e Geração de Energia e Safira Varejo Comercialização de Energia, alegaram à Justiça enfrentar uma crise econômico-financeira e pediram a suspensão de execuções para negociar com credores.
A Justiça concedeu a tutela às quatro comercializadoras. Ao fundamentar a medida, a decisão afirma que esse mecanismo busca produzir uma “blindagem patrimonial temporária” para permitir a negociação com credores. A Safira Holding, a Safira Participações 2 e a Honshu não integram o pedido.
