Com certeza, haverá ouvidos fechados e narizes torcidos para a proposta de Chico 2.0, álbum em que rappers, trappers e funkeiros trazem o cancioneiro de Chico Buarque para a linguagem da música urbana contemporânea, ou seja, a música das ruas e quebradas do Brasil neste século XXI.
Chico Buarque sempre soube que boa música atravessa gerações. Chico 2.0 é a prova mais recente disso: um projeto da Favela Records, Tha House, Central Única das Favelas e Universal Music Brasil que convida artistas de diferentes cenas e idades a reimaginar canções que moldaram a música brasileira entre as décadas de 1960 e 1970. A primeira parte do álbum chega às plataformas nesta sexta, 21, à meia-noite, com dez faixas que passeiam por rap, trap, R&B, samba, soul e nova MPB. A segunda parte está prevista para outubro.
Chico. 2.0” não é para quem ouve Chico Buarque na voz do autor ou em gravações de intérpretes da MPB como Maria Bethânia e MPB4, pois as comparações serão inevitáveis e injustas. O álbum é para o jovem que ouve rap, trap, funk e R&B, curiosos amantes de outras vertentes, e que, com “Chico. 2.0”, vai se deparar com um punhado de músicas magistrais que abrem um portal para quem quiser conhecer mais a fundo da obra de Chico a partir dos registros dessas músicas nas vozes de Bela Maria, Budah, Dexter, Don L, Grag Queen, Julia Mestre, MC Cabelinho, MC Livinho, Maurício Fazz, TZ da Coronel, Vandal e Xênia França.
