O médico sanitarista Paulo Roberto Teixeira morreu neste sábado, 19, aos 77 anos, em São Paulo. Ele criou, em 1983, o primeiro programa público de combate à aids no Brasil, no Estado de São Paulo, e participou da construção das políticas nacionais de prevenção e tratamento da doença. A causa da morte não foi informada.
Teixeira dedicou mais de quatro décadas à saúde pública. Além de dirigir os programas estadual e nacional de HIV/aids, atuou na Organização Mundial da Saúde (OMS) e participou de negociações internacionais para ampliar o acesso aos medicamentos antirretrovirais.
Nascido em Álvares Machado (SP), formou-se em Medicina pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. Especializou-se em dermatologia pela Escola Paulista de Medicina e em saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP).
Antes de atuar no enfrentamento à aids, trabalhou na Divisão de Hansenologia e Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, onde desenvolveu ações de assistência a pessoas com hanseníase.
Trajetória no combate à aids
Em 1983, Teixeira assumiu a coordenação da resposta do governo paulista à epidemia, depois de uma mobilização de representantes da comunidade gay e profissionais de saúde. A iniciativa deu origem ao Programa Estadual de DST/Aids, que ele dirigiu em diferentes períodos até 1996.
