O medo de que a inteligência artificial (IA) se transforme em uma “destruidora de empregos” não está restrito a poucos países ou grupos de trabalhadores. Pesquisas recentes mostram que a preocupação aparece em diferentes regiões do mundo e em diversos recortes do mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, os dados apontam para um cenário que vai além da ideia de uma demissão em massa provocada pela IA. Os primeiros sinais aparecem em mudanças mais silenciosas, especialmente na entrada de jovens no mercado de trabalho e na maneira como empresas adotam e controlam o uso dessas ferramentas.
Maioria espera menos empregos com a IA
Uma pesquisa do Pew Research, realizada em 37 países, mostra a dimensão da preocupação. Em 34 deles, as pessoas consideram mais provável que a IA reduza empregos nos próximos 20 anos do que crie novas vagas;
Na mediana dos países pesquisados, 46% acreditam que haverá menos empregos por causa da tecnologia, enquanto apenas 9% esperam um aumento nas vagas. Cerca de um quarto dos entrevistados respondeu que não sabe o que esperar;
O pessimismo é ainda maior em alguns países ricos.
