Os gastos do Poder Judiciário chegaram a R$ 164,6 bilhões em 2025, maior valor desde o início da série histórica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2009. Segundo o relatório Justiça em Números, as despesas cresceram principalmente por causa dos gastos com pessoal, que avançaram 9% em relação ao ano anterior.
Do total, R$ 148,5 bilhões foram destinados a pessoal, o equivalente a 90,2% de todas as despesas do Judiciário.
As verbas indenizatórias somaram R$ 9,8 bilhões. O grupo inclui diárias, passagens, auxílio-moradia e outros benefícios que podem elevar os contracheques de magistrados acima do teto constitucional.
O valor é mais que o dobro dos R$ 4,4 bilhões investidos em tecnologia no mesmo período. Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu limitar o pagamento de penduricalhos a juízes e desembargadores.
Detalhes dos gastos do Judiciário
Segundo o relatório, 78% dos gastos com pessoal foram destinados a vencimentos básicos, 10,4% a benefícios e 6,6% a verbas indenizatórias. O custo total do Judiciário representou 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.
No mesmo período, a Justiça arrecadou R$ 68,2 bilhões, equivalente a 41% dos gastos e 8,9% abaixo do resultado do ano anterior.
A principal fonte de receita foram custas, taxas e emolumentos, que somaram R$ 30 bilhões. A execução fiscal gerou R$ 16,2 bilhões, enquanto o imposto sobre heranças e inventários respondeu por R$ 15 bilhões.
