Neste domingo, 20, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que críticas publicadas pela imprensa contra a sua atuação revelam “preconceito regional” de “matriz racista”.
Em uma postagem no Instagram, o magistrado rebateu menções à sua origem maranhense e interpelações acerca das referências filosóficas que usa em seus votos.
Sem mencionar nominalmente os veículos, Dino reproduziu expressões que apareceram em textos publicados em jornais nos últimos dias e também reagiu às críticas sobre as citações a Aristóteles feitas durante a sessão do STF de terça-feira 15.
“Um aspecto em algumas ‘críticas’ a mim endereçadas em jornais, desde que cheguei ao STF, chama muito a minha atenção: o ódio à minha procedência regional”, escreveu Dino na rede. Na sequência, citou como exemplos as expressões “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província”.
Segundo o ministro, as manifestações seriam uma derivação de um “indisfarçável preconceito regional, de matriz racista”.
Críticas à atuação de Flávio Dino
Uma das expressões mencionadas por Dino apareceu em editorial de O Globo divulgado na quinta-feira 17.
Ao comentar a sessão que discutiu a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, o jornal afirmou que Dino e Gilmar Mendes agiram com “oratória grandiloquente de província”.
