A economia brasileira apresentou resultados piores do que os projetados pelo governo em 67,5% dos Orçamentos dos últimos 10 anos, de 2017 a 2026. O levantamento considerou as estimativas do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para o PIB (Produto Interno Bruto), a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros.
O Ploa é enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto de cada ano e estabelece as estimativas econômicas utilizadas na elaboração do Orçamento.
O dólar médio ficou acima do projetado pelo governo em 8 dos últimos 10 anos analisados. A inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também superou as estimativas em 7 ocasiões.
A taxa Selic média ficou acima do projetado em 6 dos 10 anos. O mesmo ocorreu com o PIB, mas, nesse caso, o resultado foi um crescimento econômico inferior ao estimado pelo governo.
Já em 32,5% dos casos, a economia ficou melhor do que as projeções do Orçamento.
As projeções econômicas desses indicadores são usadas para estimativas do governo para as contas públicas e outras políticas. O crescimento menor que o esperado, por exemplo, pode reduzir a arrecadação e dificultar o crescimento das metas fiscais. Uma Selic maior do que a projetada aumenta a defesa da União com juros.
O economista, professor do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), afirma que era mais comum anteriormente o governo estimar inflação e crescimento melhores.
