O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, aceitou a ação contra a chapa do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), para avaliar supostas irregularidades durante o Carnaval de 2026. A denúncia, admitida na sexta-feira (18), foi protocolada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O candidato do PL questiona possíveis crimes eleitorais durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro e teve a trajetória de Lula como enredo, em fevereiro deste ano. As alegações são de abuso de poder político e econômico devido aos repasses de verba feitos pela prefeitura do Rio e pela Embratur para a escola após a confirmação do tema do desfile, em junho de 2025.
A ação menciona um total de R$ 9.650.000,00 destinados à Acadêmicos de Niterói pela prefeitura do Rio e de Niterói, o estado do Rio e a Embratur, além de outros repasses privados. Na época do desfile, o PT justificou que o apoio financeiro com recursos públicos foi concedido igualmente a todas as escolas de samba para a realização do Carnaval.
