A expressiva maioria do eleitorado brasileiro demonstra resistência à mistura entre religião e política institucional.
Segundo a pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Iser (Instituto de Estudos da Religião) em parceria com a Quaest, divulgada neste domingo (20), oito em cada dez entrevistados são contrários à discussão política dentro de espaços religiosos.
O levantamento também indica que nove a cada dez brasileiros rejeitam que suas lideranças religiosas permitam a presença de candidatos na igreja para fins eleitorais. A pesquisa aponta que esse índice de rejeição se mantém em patamares numericamente similares entre o eleitorado católico, evangélico e em outras religiões.
Católicos não praticantes
Pentecostais
Protestantes
Evangélicos sem igreja
Influência de lideranças na decisão de voto
Apesar da forte rejeição geral ao tema, o estudo mediu o impacto das indicações de pastores e líderes religiosos no pleito de 2022.
Os dados mostram que 11% dos entrevistados foram orientados por suas lideranças a votar no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 5% receberam indicação direta para escolher o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre o segmento evangélico protestante, como batistas e presbiterianos, a orientação a favor de Bolsonaro atingiu 20%.
