A metafísica da salada de alface, rúcula e tomate representa o equilíbrio entre suavidade, rusticidade e cor no universo do prato. Historicamente, em parte das regiões Sul e Sudeste, setembro é um período de transição favorável à produção e à colheita de hortaliças folhosas de alta qualidade, como alface e rúcula. As chuvas excepcionalmente intensas de agosto e setembro, com episódios de granizo em partes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, alteraram a produção de hortaliças. O excesso de umidade desestabilizou o ritmo de produção e trouxe prejuízos significativos aos horticultores.
O excesso de precipitação teve reflexos diretos no bolso do produtor e na mesa do consumidor. Nas gôndolas dos supermercados, as hortaliças estão menos vistosas. Os preços dos produtos de boa qualidade oscilam e registram altas expressivas nas centrais de abastecimento (Ceasas).
A maior incidência de pragas e doenças é um dos principais desafios. A umidade constante, o solo encharcado e as flutuações de temperatura criaram condições favoráveis à ocorrência e à disseminação de doenças nas folhas, nas raízes e nos frutos. A chuva constante reduz a permanência dos produtos aplicados nas folhas. Muitos produtores precisaram reaplicar defensivos para tentar controlar pragas e doenças, com elevação dos custos e menor eficiência do manejo.
Neste inverno, com o solo constantemente encharcado, a necessidade de irrigação em campo aberto caiu na maior parte dos dias.
