O presidente de Israel, Isaac Herzog, concedeu perdão a um soldado que atirou e matou um palestino ferido e incapacitado na Cisjordânia ocupada em 2016, apesar da oposição do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel.
Ao anunciar a decisão no sábado (19), Herzog afirmou que a medida permitirá que Elor Azaria, que cumpria serviço militar obrigatório na época do incidente, “siga com sua vida”. O perdão também elimina o registro criminal de Azaria.
O caso dividiu a sociedade israelense e levantou preocupações sobre a politização das Forças de Defesa de Israel. A repercussão chegou a contribuir para a renúncia do então ministro da Defesa, Moshe Ya’alon. Políticos e grupos de direita, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defenderam na época que Azaria recebesse o perdão.
As Forças de Defesa de Israel, porém, classificaram o episódio como uma “grave violação dos valores, da conduta e dos padrões de operações militares” da instituição.
Imagens do incidente mostraram Azaria, que atuava como socorrista militar, aproximando-se de um palestino suspeito de um ataque com faca e atirando na cabeça dele enquanto estava ferido e caído no chão.
Em uma publicação no X, Ya’alon criticou a decisão de conceder o perdão. Segundo ele, o soldado não alegou ter atirado no palestino porque sua vida estava em perigo, mas “porque ele merecia morrer”.
