A fatia de emendas assinadas pelo Congresso e destinadas a investimentos caiu de 85% em 2015 para 31,2% em 2026. A parcela destinada à manutenção de programas e outras despesas subiu de 15% para 68,8%.
A tendência de queda na aplicação de emendas em estruturas de longo prazo fica clara no quadro abaixo:
As emendas classificadas como “outras despesas” financiam principalmente gastos de custeio e manutenção de serviços, como compra de materiais de consumo, pagamento de serviços, diárias, contribuições e outras despesas correntes.
As verbas especificadas como investimentos são destinadas à criação ou ampliação de bens e estruturas, como obras, reformas, aquisição de equipamentos, instalações, softwares e materiais permanentes.
Os dados usados nos infográficos desta reportagem são do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento). Foram acessados em 17 de setembro de 2026.
Especialistas ouvidos pelo Poder360 dizem que a queda de investimentos via emendas é um sinal de piora na qualidade do gasto público.
O economista, consultor aposentado da área de Orçamento na Câmara, afirmou que há anos existem dúvidas sobre a eficácia de obras pulverizadas por meio de emendas. Em vez de fazer milhares de centros comunitários no país, declarou que seria melhor construir uma ferrovia, por exemplo.
Só que, com a destinação para o custeio, tudo vai ficando pior. “É uma distorção mais grave do que quando as emendas eram maciçamente para investimentos.
