Quem troca de carro elétrico costuma pensar na autonomia, na tecnologia embarcada e até no valor de revenda, mas existe um detalhe que frequentemente passa despercebido, e é de extrema importância: o carregador residencial instalado na garagem. Afinal, o Wallbox continuará servindo no carro novo ou será preciso investir novamente em equipamentos e infraestrutura?
A resposta depende de dois fatores. O primeiro é simples: no Brasil, praticamente todos os carros elétricos e híbridos plug-in utilizam o conector Tipo 2 (IEC 62196-2) para carregamento em corrente alternada (AC), padrão adotado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelas principais montadoras. Isso significa que, em muitos casos, o plugue continuará compatível, mesmo na troca por um modelo de outra fabricante.
O segundo fator, porém, exige mais atenção. Embora o encaixe seja o mesmo, a potência suportada pelo carregador e pelo novo carro pode ser completamente diferente. É justamente aí que muitos proprietários descobrem que um Wallbox antigo pode limitar o tempo de recarga ou até exigir uma nova instalação elétrica para aproveitar todo o potencial do veículo.
Plugue continua igual, mas velocidade pode mudar
Na prática, um carregador residencial de 7 kW continuará funcionando se o proprietário trocar de carro elétrico, desde que ambos utilizem o conector Tipo 2.
