As canetas para tratar diabetes e obesidade se popularizam cada vez mais como medicamentos eficazes para a redução do peso. Contudo, se, por um lado, a ciência evidencia seus potenciais em favor do emagrecimento e para outros aspectos da saúde, por outro, crescem as descobertas sobre a importância da mudança de estilo de vida durante o tratamento.
Isso se deve, em 1º lugar, ao fato de a obesidade ser uma doença crônica, assim como outras condições que exigem tratamentos de longo prazo, como hipertensão e o próprio diabetes. “Quando o tratamento é interrompido, a doença volta a se manifestar. O reganho de peso não significa falta de força de vontade ou pouco empenho do paciente. Na verdade, é uma resposta biológica do organismo, que tenta recuperar o peso perdido”, explicou o endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Einstein Hospital Israelita.
Medicamentos como semaglutida e tirzepatida -nomes dos princípios ativos das “canetas emagrecedoras”- agem sobre um hormônio chamado GLP-1, responsável pelas sensações de fome e saciedade. Ao frear sua ação, elas fazem a pessoa querer comer menos, promovendo o emagrecimento. Só que, ao interromper o uso, o organismo volta a ativar mecanismos que favorecem o ganho de peso.
Daí por que esses fármacos não devem ser vistos como solução rápida para emagrecer. “Muitas pessoas apenas usam o remédio, comem menos porque o apetite diminuiu e emagrecem.
