Uma nova lei sancionada recentemente prevê a ampliação do atendimento a pacientes com infarto no SUS (Sistema Único de Saúde), incluindo a possibilidade de uso de medicamentos trombolíticos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Segundo a cardiologista e professora titular de Emergências da FMUSP, Ludhmila Hajjar, a nova legislação muda de forma expressiva a realidade dos pacientes. Ela foi uma das convidadas do Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais de sábado (19).
“Quando uma pessoa tem um infarto agudo do miocárdio, tem um coágulo, tem uma obstrução em uma das artérias do coração. E a gente costuma dizer que tempo é vida. Quanto antes a gente dissolver esse coágulo, maior é a chance dessa pessoa sobreviver e sobreviver sem sequelas”, explicou Hajjar.
O medicamento trombolítico, disponível no SUS, é aplicado diretamente na veia e age dissolvendo o coágulo que obstrói a artéria do coração.
O cardiologista e professor titular de Cardiologia da FMUSP, Alexandre Abizaid, detalhou os benefícios da medicação:
“Um paciente que chega com infarto, a mortalidade desses pacientes chega a 20%, 30% no primeiro mês. Ao utilizarmos essa medicação, abrimos a artéria, damos o fluxo para o coração, e diminuímos a mortalidade em mais da metade, ficando em torno de 6%, 7%”.
Além de reduzir a mortalidade, o tratamento também impacta diretamente a qualidade de vida do paciente.
