Nas ruas de comércio popular e nas redes sociais, elas aparecem com frequência cada vez maior. São camisas de clubes brasileiros, equipes estrangeiras e seleções que reproduzem modelos oficiais, mas chegam ao consumidor por uma fração do preço. Conhecidas como “tailandesas”, “réplicas” ou “1.1”, essas peças ganharam espaço entre torcedores brasileiros e criaram um mercado paralelo que movimenta milhões de unidades por ano.
O nome, porém, pode confundir. “Tailandesa” não significa necessariamente que a camisa foi fabricada na Tailândia. O termo passou a ser usado no mercado para identificar réplicas consideradas de qualidade superior. Muitas dessas peças têm origem asiática, especialmente na China. Na prática, os diferentes nomes funcionam também como uma maneira de suavizar a palavra “pirata”.
Não há dúvida de que se trata de falsificação quando a peça reproduz, sem autorização, marcas e elementos protegidos dos clubes, fornecedores ou competições. A legislação brasileira prevê punições para quem reproduz, vende ou mantém em estoque produtos com marcas falsificadas.
Preço e qualidade ajudam a explicar a febre
O crescimento desse mercado, entretanto, tem uma explicação econômica. O preço das camisas oficiais subiu nos últimos anos, enquanto as falsificações evoluíram em acabamento, tecido, costura e aplicação de escudos e patrocinadores.
