Marcela Alvarado não tem notícias do seu filho, José Duval Mata Alvarado, desde que ele foi detido, em abril de 2022.
Natalia Alberto via BBC
São mães buscadoras como as do México. Mas elas não escavam a terra com a esperança de encontrar os corpos dos seus filhos. Estes foram tragados pelo sistema penitenciário de El Salvador.
"Desde que o capturaram, não o vi mais. Não sei se ele vive ou não", lamenta-se Marcela Alvarado.
Seu filho, José Duval Mata Alvarado, foi detido por vários soldados no dia 18 de abril de 2022, na comunidade rural de La Noria, em Jiquilisco (sudeste do país). Ele estava voltando para casa após um dia de trabalho como motorista de trator.
Apesar das suas súplicas, garantindo que era inocente, ele foi levado e acusado de "associações ilícitas", da mesma forma que a maioria dos detidos com base no regime de exceção que, na época, havia acabado de entrar em vigor no país.
Agora no g1
O decreto de emergência suspende uma série de direitos constitucionais e é o principal instrumento da política de segurança do governo do presidente salvadorenho, Nayib Bukele.
Com esta medida, o mandatário conseguiu desarticular as poderosas gangues que passaram décadas aterrorizando o país.
Temporário por definição, o decreto vem sendo prorrogado todos os meses há mais de quatro anos, gerando críticas dos grupos de direitos humanos locais e internacionais. Eles defendem que o estado de exceção em El Salvador gerou detenções arbitrárias e sem ordem judicial.
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