A 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciada em 8 de setembro, é a última com António Guterres no cargo de secretário-geral. Na próxima terça-feira, 22, terá início a grande reunião anual com chefes de Estado, de governo e outros representantes de alto nível. O encontro vai até 28 de setembro.
A escolha do próximo secretário-geral tem sido vista como uma oportunidade de devolver à entidade o protagonismo que, segundo seus críticos, ela perdeu nos últimos anos. Entre os nomes que vêm obtendo maior apoio nas consultas informais do Conselho de Segurança estão duas mulheres. Caso uma delas seja escolhida, a ONU terá, pela primeira vez, uma mulher no cargo de secretária-geral.
Para Fernanda Brandão, doutora em Relações Internacionais, o desafio do próximo secretário-geral é realmente exercer as prerrogativas da ONU. Mas, para tanto, é crucial a colaboração dos países-membros conforme disse a Oeste.
"O que o próximo Secretário-Geral pode fazer é tentar pressionar as potências para moderarem o uso da força e tentar articular arranjos de cooperação para o alcance de um cessar-fogo e um posterior acordo de paz, mas sempre dependente da disposição dos estados-membros em cooperarem."
Cabe ao secretário-geral, chefe administrativo da ONU, exercer as funções atribuídas a ele pela Carta da organização.
