A guerra na Ucrânia já dura mais de 4 anos sem previsão de um acordo de paz. Durante este tempo, o país deveria ter realizado eleições tanto para o parlamento -há cerca de 2 anos e meio- quanto para a presidência -há 2 anos.
Por causa do conflito, ambos os pleitos foram adiados por tempo indeterminado, já que a Constituição ucraniana proíbe a realização de eleições em períodos de instauração da lei marcial. Dessa forma, o presidente Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro) segue no poder.
Em entrevista ao Poder360, a jornalista ucraniana Olga Rudenko, editora-chefe do The Kyiv Independent, relatou que seus conterrâneos concordam que é melhor esperar o mínimo de estabilidade para ir às urnas.
“Eu não diria que os ucranianos estão buscando ativamente uma eleição. A maioria das pessoas entende o motivo de não termos eleições e compreende os riscos que uma eleição traria para a segurança do Estado durante a guerra. Na maior parte do tempo, o consenso tem sido de que precisamos de um acordo de paz ou, no mínimo, de um cessar-fogo estável para que uma eleição ocorra”, afirma Olga.
A Ucrânia é uma república semipresidencialista com mandato de 5 anos para todos os cargos. O presidente (chefe de Estado) pode ser reeleito uma vez só de forma consecutiva.
O Parlamento unicameral (Verkhovna Rada) tem 450 membros. O voto é facultativo, e todos os cidadãos ucranianos maiores de 18 anos têm direito a ele.
