A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou uma estratégia gradual sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e a defesa de investigação do ministro Alexandre de Moraes.
De início, o tom foi de que os fatos não tinham qualquer conexão com a campanha, de condenar vazamentos seletivos e de bater na tecla para a retirada de sigilo do caso Dark Horse.
Mas à medida em que o time de Lula sentia o impacto da crise desencadeada no Supremo na primeira semana do mês, o tom foi mudando. O PT testou o discurso antissistema primeiro com um vídeo do presidente da sigla, Edinho Silva.
Não foi o suficiente, e o próprio Lula gravou vídeos para as redes sociais dois dias depois, subindo o tom contra o caso Master, citando a gravidade dos acontecimentos no STF, mas sem citar nominalmente nenhum ministro ao defender investigações “doa a quem doer” e sem blindagens.
Em um tom “institucional”, Lula quebrou o silêncio na gravação de 4 de setembro e disse que o povo brasileiro espera que o presidente do STF, Edson Fachin, e a PGR (Procuradoria-Geral da República), “liderem um processo para garantir a integridade e a confiança nas investigações”.
Nos dias seguintes, com o impacto da crise ainda batendo na campanha e índices preocupantes nas pesquisas, o QG de Lula foi orientando uma subida de tom.
