As eleições parlamentares, que o presidente Vladimir Putin classificou como um teste de apoio à guerra da Rússia na Ucrânia, entraram em seu terceiro e último dia neste domingo (20), com a expectativa de que o partido governista Rússia Unida mantenha sua dominância em um sistema político que, segundo críticos, não tolera dissidência.
A votação na Duma Estatal, a primeira desde que a Rússia iniciou sua guerra em grande escala na Ucrânia em fevereiro de 2022, provavelmente será apresentada pelo Kremlin como prova do apoio público às políticas de Putin e à guerra, o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que já dura cinco anos e não dá sinais de terminar em breve.
A maioria dos candidatos pacifistas foi impedida de concorrer. Aqueles que se candidataram pelo partido liberal Yabloko, que obteve índices de aprovação de um dígito nos últimos anos, mas esperava capitalizar o cansaço da guerra, disseram temer por sua liberdade depois que os tribunais condenaram duas figuras importantes do partido a longas penas de prisão antes da votação por comentários sobre o conflito considerados ilegais pelas autoridades.
Desacreditar o exército ou divulgar o que as autoridades consideram notícias falsas é passível de longas penas de prisão na Rússia.
O Kremlin afirma que a unidade nacional e alguma censura são necessárias durante o que chama de operação militar especial na Ucrânia.
