A sessão inédita do Supremo Tribunal Federal (STF) que começou a discutir a abertura ou não de uma apuração contra o ministro Alexandre de Moraes deu sinais de que ainda existem várias questões em aberto que precisam ser definidas pelo plenário que vão além de um julgamento em conjunto com André Mendonça.
Entre os pontos centrais estão o rito para a análise de uma apuração contra ministros da Corte e se uma investigação depende de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em outra frente, o presidente do Supremo, Edson Fachin, ainda precisa decidir sobre o afastamento ou não do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que também divide as duas alas do Supremo, e a retomada dos inquéritos do Master e do INSS, que estão paralisados na Presidência.
STF estende crise
A medida foi determinada por Fachin em meio aos embates na Corte.
Primeiro, Mendonça tirou o sigilo de um relatório que indicou Moraes como interlocutor de 52 mensagens de Daniel Vorcaro. Em retaliação, Moraes enviou um relatório de inteligência feito pela PF questionando a condução de Mendonça nos inquéritos.
Nos bastidores, ministros apontam que ainda há dificuldades para construir uma saída institucional para a crise sem precedentes e instalada há mais de 15 dias, que já levou a bate-bocas e trocas de acusações públicas, guerra de liminares e a cancelamento de sessões, prejudicando o avanço da pauta de julgamentos.
Julgamento sobre Moraes deixa questões em aberto no STF; entenda o que ainda precisa ser definido
