Universalizar o saneamento básico no Brasil, esse é o compromisso firmado pelas empresas do setor com a sociedade. No marco legal aprovado em 2020, foram estabelecidas metas para levar água potável a 99% da população e garantir tratamento e coleta de esgoto a 90% dos brasileiros até 2033.
Os desafios e as oportunidades da ampliação da cobertura no país foram o tema central do CNN Talks Infra Saneamento, realizado nesta semana em São Paulo. Integrantes dos setores público e privado se reuniram para debater como atingir os objetivos estabelecidos pelo marco legal.
Alguns estados conseguiram avançar de forma mais acelerada. São Paulo, por exemplo, antecipou a meta para 2029. Carlos Piani, da Sabesp, afirmou que esse resultado só foi possível graças aos investimentos da companhia, que triplicaram desde a privatização, em 2023.
“Com o processo da privatização, a Sabesp deixou de ter algumas restrições que limitavam seu campo de atuação”, disse Piani. “Essa combinação entre capacidade técnica, conhecimento e habilidade de mercado faz hoje a Sabesp andar mais rápido nos seus objetivos e atender melhor o seu consumidor”, completou.
Apesar da mobilização do setor ao longo de seis anos, o caminho não é simples. Quando o marco legal foi aprovado, a taxa básica de juros estava na mínima histórica, a 2% ao ano.
Desde o início de 2022, porém, a Selic permanece na casa dos dois dígitos, com perspectivas de se manter nesse patamar pelos próximos anos.
