Líderes religiosos repudiaram, neste sábado (19.set.2026), a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a Igreja Católica continuará enfrentando dificuldades enquanto mantiver o celibato e não permitir a ordenação de mulheres como padres e bispos.
A declaração foi dada durante encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e convidados dos Estados Unidos e de Cuba, no Palácio do Planalto.
Lula também afirmou que a Igreja Evangélica ganhou espaço na sociedade brasileira por permitir essas questões: “Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”.
Depois da fala de Lula, que já se declarou católico, dom Devair Araujo da Fonseca, bispo da Diocese de Piracicaba, e dom Adair José Guimarães, bispo da Diocese de Formosa, publicaram vídeos criticando a declaração do presidente.
“Nós estamos vendo políticos que tentam dizer até o que a igreja precisa fazer. Tentam falar até do celibato dos padres, quando deviam estar cuidando do país. Estão cuidando muito mal”, afirmou dom Devair.
O bispo da Diocese de Piracicaba, durante uma celebração, também pediu aos presentes que tenham “consciência na hora de apertar os botões na urna” e que não escolham “aqueles que querem acabar com a nossa liberdade”.
