Série especial sobre a ONU: organização tem 193 países mas poder de veto restrito a cinco garante protagonismo
A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet retirou sua candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas neste sábado (19), semanas depois da publicação de uma pesquisa que a situava em penúltimo lugar entre oito candidatos.
Em 3 de setembro, Bachelet ironizou as poucas chances que tinha de ser secretária-geral da ONU, durante um evento universitário.
"Hoje anuncio que decidi não continuar com minha candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas", afirmou a ex-presidente em um vídeo divulgado em suas redes sociais.
"Alguns vão pensar que não era o momento para uma candidatura como a que eu quis representar. Não me arrependo de ter empreendido esse grande desafio", declarou.
Bachelet destacou que sua candidatura ajudou a colocar em pauta o debate de que "a próxima secretária-geral deve ser uma mulher da América Latina", afirmou.
Em nota, o governo chileno lembrou, em um comunicado, "que retirou seu apoio à candidatura de Bachelet em março e destacou que desde então não apoiou nenhum dos candidatos na disputa".
O governo "reafirmou, ainda, seu compromisso com o multilateralismo e a reforma das Nações Unidas".
A votação do Conselho de Segurança realizada em agosto situou como favorita a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, com oito votos favoráveis.
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