Os Correios decidiram suspender as negociações com os representantes dos trabalhadores e agora aguardam o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para segunda-feira, 21. A greve nacional chega ao nono dia.
O TST vinha mediando as conversas entre a estatal e os sindicatos, mas não houve acordo. A paralisação começou em 10 de setembro e, desde o dia 12, uma decisão do tribunal determina a manutenção de pelo menos 80% do efetivo em atividade para garantir a continuidade dos serviços.
Correios: impasse sobre plano de saúde
Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários. Os Correios propõem deixar de ser mantenedor do benefício, mantendo o subsídio aos empregados. A mudança reduziria a exposição da empresa aos riscos financeiros do plano, cujas provisões chegam a quase R$ 600 milhões.
As partes chegaram a um entendimento sobre o reajuste salarial de 4,35%, correspondente ao INPC, com efeito retroativo a 1º de agosto. A empresa também propõe reduzir o adicional de férias de 70% para um terço, alterar o pagamento de horas extras, retirar o chamado “vale-peru” e retomar o registro eletrônico de ponto.
No pedido de dissídio, os Correios afirmam que precisam reduzir despesas em meio ao processo de reestruturação financeira. Segundo a estatal, 89% das receitas são destinadas ao pagamento de salários e benefícios.
