A Polícia Federal (PF) destruiu 10,5 toneladas de drogas nesta sexta-feira, 18, em Foz do Iguaçu (PR). Com a operação, a corporação chegou a 21,5 toneladas de entorpecentes incinerados na região em três semanas.
A carga reunia maconha, cocaína e haxixe apreendidos em diferentes ações de combate ao tráfico na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina. Os policiais transportaram as drogas até um forno industrial de grande porte, pertencente a uma empresa do setor alimentício.
Em 28 de agosto, a PF havia destruído outras 11 toneladas de entorpecentes na mesma cidade. Uma operação anterior, realizada em 30 de abril, incinerou aproximadamente 6 toneladas. As três ações somam cerca de 27,4 toneladas destruídas em 2026.
Como funciona a destruição das drogas
A Lei de Drogas determina a destruição dos entorpecentes apreendidos, com a preservação de amostras para a perícia. O procedimento depende de autorização judicial e permite eliminar o material sem comprometer a produção de provas no processo criminal.
Segundo a PF, a incineração utiliza fornos industriais de alta temperatura, nos quais as chamas consomem os entorpecentes. Dependendo da quantidade apreendida, a operação pode mobilizar caminhões, motoristas, policiais e trabalhadores da indústria. A destruição também exige o cumprimento de medidas legais e ambientais.
A Tríplice Fronteira concentra operações de combate ao tráfico transnacional.
