A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet retirou sua candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas neste sábado (19), semanas depois da publicação de uma pesquisa que a situava em penúltimo lugar entre oito candidatos.
Em 3 de setembro, Bachelet ironizou as poucas chances que tinha de ser secretária-geral da ONU, durante um evento universitário.
“Hoje anuncio que decidi não continuar com minha candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas”, afirmou a ex-presidente em um vídeo divulgado em suas redes sociais.
“Alguns vão acreditar que não era o momento para uma candidatura como a que eu quis representar. Não me arrependo de ter empreendido esse grande desafio”, declarou.
Bachelet destacou que sua candidatura ajudou a colocar em pauta o debate de que “a próxima secretária-geral deve ser uma mulher da América Latina”.
A votação do Conselho de Segurança realizada em agosto situou como favorita a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, com oito votos favoráveis.
A ex-presidente socialista foi inicialmente indicada em fevereiro passado pelo governo do ex-presidente chileno Gabriel Boric, com o apoio de Brasil e México. Mas sua candidatura perdeu força depois que o novo chefe de Estado chileno, o ultradireitista José Antonio Kast, lhe retirou seu apoio.
