Um novo exame de sangue desenvolvido por pesquisadores norte-americanos conseguiu detectar 87% de casos de câncer de pâncreas em fase inicial, estágio crucial que auxilia nas chances de cura. O estudo foi publicado na última quarta-feira (16) na revista científica Nature Medicine.
Denominado de Panxeon, o teste envolve a validação de um ensaio sanguíneo de microRNAs com o CA 10-9 (proteína que atua como um marcador tumoral) para a detecção do câncer, também conhecido como PDAC (adenocarcinoma ductal pancreático).
Para testar a eficácia do exame, os pesquisadores coletaram sangue de participantes que tinham diagnóstico confirmado de tumor especificamente nos estágios iniciais, além de pessoas sem a doença e outros grupos de controle (pessoas com histórico familiar, lesões e pandreatite). Ao todo, foram avaliados 1.785 participantes de quatro países.
Segundo o levantamento, a assinatura isolada dos microRNas (moléculas que já são utilizadas para identificar o tumor) alcançou uma sensibilidade de 83,8% para o PDAC. Ao ser associado com a proteína, esse índice subiu para 86,8% de identificação do câncer em estágios I e I. Além disso, apenas 3% dos casos resultaram em falsos-positivos.
