Após uma semana marcada por polêmicas, o anúncio do aumento do Bolsa Família trouxe à tona um debate sobre a natureza eleitoral das medidas adotadas pelo governo. Um levantamento indica que o chamado “pacote de bondades” pode injetar R$ 270 bilhões na economia brasileira.
Segundo apuração da âncora da CNN Débora Bergamasco, ao CNN Agora, o plano original era realizar o ajuste do benefício apenas em uma situação crítica. A antecipação da medida, portanto, teria sido motivada por resultados desfavoráveis nas pesquisas de intenção de voto.
Governo em “modo pânico” diante das pesquisas
O cenário eleitoral teria pressionado o governo a agir de forma acelerada. “Apertou, acionou o botão do pânico, porque oscilou na pesquisa”, afirmou Débora Bergamasco, destacando que levantamentos recentes mostram Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com ambos em situação de empate técnico.
“O governo está vendo que a coisa está feia, tem que fazer tudo o que pode e o que não pode”, acrescentou a âncora.
Bergamasco também abordou a possibilidade de o aumento do Bolsa Família ser questionado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A âncora afirmou, com base em apurações e análise de contexto, que o ministro André Mendonça não deverá barrar o reajuste. “Garanto para você que ele vai liberar, vai deixar esse Bolsa Família do jeito que está”, disse.
