O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu neste sábado (19) que os mandatos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) não sejam vitalícios e tenham um prazo definido. A declaração do candidato à reeleição, durante visita à cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, acontece em meio a uma crise sem precedentes que atinge a Corte.
“Eu sempre defendi mandato. Nada deve ser vitalício, alternância é saudável. Faz mandato como é na Europa, 10 anos, 12 anos, que seja, no máximo 15, mas se ter mandato, isso é saudável, você estar renovando”, disse em entrevista coletiva.
O vice-presidente pontuou que a primeira reforma no Judiciário foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu primeiro mandato, quando Márcio Thomaz Bastos era Ministro da Justiça. Ele também prometeu que, em uma possível reeleição, o chefe do Planalto fará uma nova reforma.
Durante a fala, Alckmin também demonstrou apoio à criação de um Código de Ética no Tribunal.
“É preciso o Código de Ética, o código de conduta, para que possa estabelecer o que pode e o que não pode. Mas entendo que o ministro presidente [Edson] Fachin teve uma medida correta quando falou ‘olha, vamos derrubar sigilo, nada deve ser escondido'”, disse.
