O Pentágono está retomando um programa de testes obrigatórios para detectar níveos baixos de testosterona entre militares dos EUA com 30 anos ou mais, informou um porta-voz na quinta-feira (17), resgatando uma iniciativa que especialistas médicos descreveram como desnecessária e potencialmente prejudicial.
A diretriz clínica mais recente aplica-se apenas a militares do sexo masculino, estabelecendo protocolos uniformes de triagem e tratamento para a deficiência de testosterona. O Pentágono informou que emitirá orientações separadas para militares do sexo feminino em uma data futura.
Profissionais de saúde alertaram que a testosterona, se prescrita de forma inadequada, pode aumentar o risco de infertilidade entre os militares ou levar a outras consequências para a saúde.
O Pentágono havia suspendido temporariamente uma versão anterior da diretriz no início de setembro “para permitir atualizações”, e não ficou imediatamente claro quais alterações foram feitas.
A nova diretriz determina a realização de exames de testosterona como parte das avaliações periódicas de saúde e dos exames físicos anuais, permitindo que militares mais jovens passem pela triagem mediante solicitação ou quando houver indicação clínica.
“Com efeito imediato, esta diretriz aborda a deficiência de testosterona em homens, estabelecendo protocolos uniformes de triagem e tratamento”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado.
