Foi o whats´app que consagrou o K. Antes este andava meio oculto, mais conhecido como coeficiente de segurança nas fórmulas da Matemática. Agora só se vê kkkkk para cá e kkkkkk para lá. Até quem não é chegado a uma boa risada finge se esbaldar quando escreve um kkkkk.
Antes este era apenas aquela constante que os cientistas colocavam nas fórmulas, por segurança, quando a igualdade não vinha de jeito algum. “Bota um K aí que resolve”. E, pronto, a coisa foi indo.
Mas o K talvez não quisesse mais o anonimato das fórmulas e, como todo ignorado que se preze, quis sair atrás dos holofotes e da mídia. Queria, como todo mundo neste século, ter direito aos seus 15 segundos de fama e assim chegou ao whats’app. Foi a glória!, embora, ultimamente, um pouco indigesta, pelo excesso de trabalho.
Porque, se pensarmos bem, o kkkkkk do whats’app nunca deixou de ser o que sempre foi: um coeficiente de segurança. Contra a piada sem graça dita pelo amigo, ou pelo patrão; contra a falta de assunto; contra aquela informação científica que você não entendeu bulhufas. Até mesmo contra aquelas insinuações amorosas ambíguas que você não quer, ou não pode, responder.
E, como a vida atual ficou muito perigosa, o mais seguro para todo ser humano é se proteger com todos os coeficientes de segurança possíveis. Deu no que deu:
Kkkkkk na monotonia do trânsito; kkkkk nas dificuldades do trabalho; kkkkkk nas sensaborias da vida, kkkkkkk para as sessões do STF.
