A dieta na recria confinada exige atenção para evitar que o animal deposite gordura em excesso e se transforme no chamado “boi bolinha”. Segundo o zootecnista Rafael Neiva, o desafio é aumentar o ganho de peso durante a seca sem comprometer o desenvolvimento e o desempenho futuro do bovino.
O excesso de energia na dieta pode acelerar o ganho de peso de forma inadequada, antecipando a deposição de gordura em vez de favorecer a formação da estrutura corporal. Por isso, o animal precisa ganhar desempenho durante a recria sem prejudicar o peso maduro e os resultados na fase de terminação. “O que a gente tem feito, estudado, é aumentar o desempenho dos animais durante essa fase, sem prejudicar o desempenho futuro dos animais”, afirma Neiva.
Entre as estratégias estudadas estão dietas com baixa inclusão ou até mesmo sem volumoso. A proposta é permitir bons ganhos de peso sem estimular o excesso de deposição de gordura na carcaça. O manejo nutricional é especialmente importante porque o animal ainda passará por uma nova etapa de recria a pasto antes de chegar à terminação.
A recria confinada tem ganhado espaço como alternativa para manter o desempenho dos animais durante o período seco, quando a oferta e a qualidade das pastagens diminuem. A estratégia também reduz a pressão sobre as áreas de pastagem justamente no período crítico do ano.
