A diabetes tipo 1 é uma doença que não tem cura, mas o tratamento permite que a pessoa que lida com essa condição viva uma vida quase nos parâmetros normais, graças à insulina. No passado, porém, as opções que eram oferecidas aos pacientes era extremamente limitadas, baseadas principalmente em uma sentença de fome.
Antes de 1922, receber um diagnóstico de diabetes tipo 1 era praticamente uma sentença de morte. Pacientes viviam dias, semanas ou meses, e garantiam um pouco mais de oportunidades de sobreviverem graças a uma “terapia de fome”, se não comessem, os níveis de açúcar no sangue não subiam.
Nesta época, ficou conhecido o caso da jovem Elizabeth Hughes, filha do político Charles Evans Hughes, que foi governador do Estado de Nova York, membro da Suprema Corte, Secretário de Estado e candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos nas eleições de 1916.
Para sobreviver, a jovem foi colocada em uma dieta de fome por uma semana, podendo comer 500 calorias por dia ou um quarto do que a OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta atualmente, depois da normalização dos níveis de glicose.
As dietas de Hughes era defendida pelo médico Frederick Allen, que fez a jovem chegar a pesar 20 quilos. Segundo artigo assinado pelo sociólogo Allan Mazur, da Universidade Syracuse, nos Estados Unidos, não é possível até hoje dizer se o profissional prolongou a vida de Elizabeth.
