Moradores da Groenlândia expressaram opiniões divergentes neste sábado (19) sobre o acordo entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia que prevê uma presença militar americana significativa na ilha.
Marianne Hansen, uma chef aposentada de 71 anos, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, precisa ficar “bem, bem longe da Groenlândia”, mas afirmou não se incomodar com o fato de Dinamarca e Estados Unidos quererem proteger “nossos enormes mares”.
“Só posso dizer que Trump precisa ficar bem, bem longe da Groenlândia. Ele não deveria contar que nossos filhos e netos serão americanos no futuro. Eles não serão. Ele precisa ficar longe”, afirmou.
Jakob Ludvigsen, de 65 anos, vice-chefe de um departamento de moradia estudantil, disse que o mais importante é que “os EUA não controlem a Groenlândia” e afirmou considerar melhor uma cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Os americanos sempre estiveram aqui na Groenlândia. Eles ainda estão em Pituffik. Tanto os americanos quanto os dinamarqueses têm bases no norte da Groenlândia”, disse.
Para Ludvigsen, a ideia de Trump de assumir o controle da Groenlândia foi “uma coisa muito estúpida” e uma “forma maluca de pensar” sobre o território.
Já Gorm Dupont, engenheiro naval dinamarquês de 41 anos que vive na Groenlândia há dois anos, afirmou acreditar que a possibilidade de os EUA assumirem o controle da ilha foi principalmente uma estratégia política para chamar atenção para a região.
