Durante entrevista à Super Rádio Tupi, transmitida na sexta-feira 18, o presidente Lula associou o escândalo do Master ao governo Bolsonaro.
O petista citou irregularidades cometidas pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo banco, e apontou Bolsonaro como “culpado” pelo caso, mas não mencionou as relações de integrantes do PT com pessoas ligadas a Vorcaro.
“O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro”, escreveu o presidente no X, ao compartilhar trecho da conversa. “E foi fechado no meu governo”.
O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro.
Lula atribuiu ao empresário um desfalque de R$ 60 bilhões. O petista também disse que o caso envolveu outros bancos e fundos de pensão de governos estaduais.
Relações de petistas com o Banco Master
Ao discorrer a respeito do processo, Lula não mencionou o senador Jaques Wagner (PT-BA), que aparece nas investigações da Polícia Federal (PF).
De acordo com a PF, Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master, tinha parceria com Wagner, que atuou como líder do governo no Senado.
Segundo os investigadores, o senador manteve contatos com o empresário e acompanhou uma proposta legislativa de interesse do banco. A apuração também identificou suspeitas de pagamentos ligados ao Master ao núcleo familiar de Wagner.
A PF também apontou 74 ligações entre Wagner e Lima entre novembro de 2023 e maio de 2025.
Os investigadores afirmaram que a relação envolvia interlocução sobre pautas legislativas e operações de interesse do Master.
