A poucas semanas de Israel ir às urnas, a batalha política mais acirrada está acontecendo nos céus.
Dezenas de milhares de israelenses que vivem no exterior estariam reservando voos de volta para casa para votar, e o partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tenta impedir que pelo menos parte deles viaje.
Durante a semana, o Likud apresentou uma petição solicitando à Comissão Central de Eleições de Israel que bloqueasse a “Fly & Vote”, uma iniciativa de base que ajuda expatriados israelenses a voar de volta para o dia da eleição.
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O Likud acusa o grupo de realizar uma operação ilegal financiada por recursos estrangeiros, alegando que a iniciativa poderia “prejudicar gravemente a integridade da eleição”.
Em um país onde margens estreitíssimas frequentemente decidem o resultado de uma eleição, esses votos podem desempenhar um papel fundamental na definição do próximo líder do país.
Ao contrário da maioria das democracias ocidentais, onde cidadãos no exterior podem enviar seu voto por correio, Israel não permite o voto à distância; apenas diplomatas e representantes oficiais podem votar fora do país.
