O setor de tecnologia avança rapidamente em direção a um objetivo ousado: criar inteligências artificiais capazes de aprimorar o próprio código sem ajuda. Essa corrida atrai investimentos bilionários de startups e grandes empresas globais, mas também desperta alertas sobre os limites de perder o controle humano.
No fim do ano passado, Edward Hughes e Louis Kirsch, ex-pesquisadores do Google, fundaram uma empresa inovadora em Londres, na Inglaterra, para desenvolver um sistema capaz de aprender observando a rotina de trabalho da equipe. A Inherent acompanha o dia a dia do escritório, processando e-mails, conversas e reuniões gravadas. Hughes explicou ao jornal The New York Times a estratégia do projeto. “Queremos fornecer a essa ferramenta dados que descrevam o processo pelo qual passamos, para descobrir algo.”
Essa técnica de autoaperfeiçoamento permite que o software melhore a própria estrutura de forma autônoma. Laboratórios conhecidos buscam acelerar esse conceito para impulsionar descobertas científicas e novos remédios. Jeff Clune, veterano da OpenAI e do Google que ajudou a fundar a startup Recursive Superintelligence, destacou o momento decisivo da tecnologia. “Agora é a hora de pegar essas ideias, que temos incubado no laboratório por décadas, e começar a realmente escalá-las.”
Entre a evolução e o freio de emergência
Apesar da grande empolgação do mercado, o avanço rápido dessa automação preocupa especialistas e líderes do setor.
