Arcevo de Nievez González
Nievez González/ Acervo pessoal
Poucas figuras bíblicas causaram mais fascinação na sociedade do que Maria Madalena.
Considerada a primeira pessoa a testemunhar a ressurreição de Cristo e divulgar a notícia, a chamada "apóstola dos apóstolos" mantém há séculos apaixonados seguidores entre comunidades religiosas e profanas.
Mas a Bíblia apresenta relativamente poucas referências a Maria Madalena. Por isso, a mitologia em torno dela ofuscou sua figura real.
Ao longo do tempo, o nome de Madalena passou a representar uma combinação de diferentes personagens bíblicos e noções históricas. E algumas delas se associaram ao seu nome com mais força do que os próprios relatos bíblicos.
É esta questão que explora a exposição Maria Madalena. Pecado. Oração. Amor, em cartaz no Museu Städel em Frankfurt, na Alemanha.
"Descobrimos essencialmente que existem três Marias Madalenas em uma", afirma o historiador da arte Bastian Eclercy, um dos curadores da exposição.
"Uma é a pecadora anônima, outra é a Maria da Betânia e a terceira é a Maria Madalena bíblica, estritamente falando". Como o título sugere, a exposição analisa as três principais formas de representação de Madalena.
Imagem em cartaza no Museu Städel, em Frankfurt, na Alemanha, em setembro de 2026.
Museu Städel
"'Pecado' representa a imagem da pecadora e penitente que moldou as percepções ao longo dos séculos.
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