Os berlinenses andam de bicicleta, fazem piqueniques e soltam pipas nas antigas pistas de pouso do Tempelhofer Feld, um vasto parque urbano marcado pela era nazista e que, mais tarde, serviu de linha vital durante a Ponte Aérea de Berlim (1948-1949), quando os aliados ocidentais abasteceram a cidade bloqueada por via aérea.
Agora, o antigo aeródromo foi envolvido em uma crise diferente para a capital alemã, às vésperas da eleição de 20 de setembro, um pleito marcado, em grande parte, pelo debate sobre a disparada dos aluguéis e a necessidade urgente de novas moradias.
A questão de construir ou não habitações nas bordas do Tempelhofer Feld tornou-se um dos temas eleitorais mais visíveis e divisivos de Berlim, cristalizando um conflito mais amplo entre a grave escassez de moradias na cidade e a preservação de espaços verdes públicos.
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Em uma cidade onde 85% das famílias vivem em imóveis alugados, habitação e aluguéis são, de longe, a maior preocupação dos eleitores berlinenses antes da eleição, citados por 32% dos entrevistados na mais recente pesquisa “BerlinTrend” do instituto Infratest dimap, superando com folga temas como imigração, criminalidade e transporte.
