Em 19 de setembro de 1991, um casal de turistas alemães estava se aventurando por uma trilha nos Alpes tiroleses, mais de 3 mil metros acima do nível do mar.
De repente, encontraram uma silhueta parcialmente enterrada no solo congelado: era um cadáver humano, talvez de outro alpinista morto em um acidente durante o percurso.
Erika e Helmut Simon não faziam ideia de que estavam diante da maior descoberta arqueológica do século XX. Era a múmia humana mais antiga da história, que daria informações inéditas sobre a vida no período neolítico, 5 mil anos atrás.
Pastor vive a 4 mil metros de altitude e, aos 71 anos, cuida de rebanho, dorme em cama de palha e vive com a família em casa de barro
Ötzi, o Homem de Gelo
A múmia estava enterrada de bruços no gelo, com o tronco e cabeça para fora e rosto escondido. As condições climáticas nos Alpes, com umidade e frio extremos, permitiram que o cadáver fosse bem preservado por 5.300 anos após sua morte.
Hoje, ele está exposto em uma câmara fria no Museu de Arqueologia de Tirol do Sul, em Bolzano, na Itália. Nas três décadas desde a descoberta, foi estudado intensamente para reconstruir sua aparência, estilo de vida e até descobrir a causa mortis.
Uma vida difícil
Ötzi era um homem de meia-idade (cerca de 46 anos), calvo, magro, com 1,57 metros de altura. Tinha olhos e cabelos castanhos com pele escura, típica das etnias mediterrâneas.
