Sul-africanos reuniram-se nesta semana para corridas em memória e protestos, após o assassinato de nove mulheres perto de Joanesburgo, no nordeste do país, reacender a indignação e o medo em relação a uma violência que, segundo muitos, reflete os perigos que as mulheres enfrentam diariamente.
A polícia encontrou os corpos de nove mulheres em Ekurhuleni, a leste de Joanesburgo, nos últimos dois meses, e investiga se os assassinatos estão relacionados.
A maioria das vítimas tinha entre 20 e 40 anos. Algumas foram encontradas sem roupas e apresentavam sinais de violência sexual.
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Uma corrida em memória realizada na manhã deste sábado (19) em Joanesburgo homenageou uma das vítimas, Elizabeth Moselakgomo, que desapareceu após sair para correr e foi encontrada morta dias depois.
Os corredores acenderam velas e carregaram uma faixa com os dizeres: “Chega. Parem com o feminicídio”.
“Estamos aqui porque perdemos uma corredora. Mas não estamos seguras em lugar nenhum”, disse Lerato Lentsela, uma das dezenas de pessoas que se vestiram de preto para a corrida em memória.
