Os dramáticos avanços recentes dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, incluindo a tomada de uma ilha estrategicamente importante no Mar Vermelho, representaram mais um golpe para uma região já abalada pela guerra dos EUA com o Irã e agravaram uma crise energética global que já era severa. Mas nem os EUA nem seu principal aliado, a Arábia Saudita, têm um plano claro para conter o grupo, disseram várias fontes à CNN, levando muitos na região a questionar de onde virá a contraofensiva.
Embora autoridades americanas reconheçam que o grupo rebelde iemenita está avançando com o objetivo final de assumir o controle do estratégico estreito de Bab al-Mandeb, o governo Donald Trump sinaliza que tem pouco interesse em usar as Forças Armadas dos EUA para detê-los, contando, em vez disso, com a Arábia Saudita para fazê-lo.
Mas, mesmo com o apoio adicional de inteligência e de dados para definição de alvos fornecido pelos EUA, a Arábia Saudita não conseguiu impedir de forma eficaz que os Houthis tomassem importantes cidades costeiras do Iêmen, frustrando autoridades do Golfo e dos EUA. Fontes ouvidas pela CNN expressaram dúvidas de que os sauditas seriam capazes de deter os Houthis sozinhos.
Os movimentos dos Houthis não surpreenderam fontes na região nem ex-diplomatas, que disseram que as fragilidades das forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita eram conhecidas.
