Em Cuba, apagões como o ocorrido nesta sexta-feira não são novidade. Na verdade, eles fazem parte da realidade local há décadas, embora a proibição imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à venda de petróleo para Havana tenha agravado a crise.
Com uma produção interna de petróleo limitada e dependência de importações, Cuba busca há muito tempo fontes alternativas de energia para manter o abastecimento elétrico.
Talvez a tentativa mais ambiciosa tenha ocorrido no início da década de 1980, quando Fidel Castro iniciou planos para construir uma usina nuclear em Juraguá, na província de Cienfuegos, com construção e financiamento da União Soviética.
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A expectativa era que a usina, concebida como a primeira de três, suprisse 15% da demanda de eletricidade da ilha e inaugurasse uma nova era de segurança energética para a nação comunista.
Mas aquele sonho nunca se realizaria.
Um sonho em ruínas
A oposição dos EUA, o desastre nuclear de Chernobyl e o colapso da União Soviética contribuíram para selar o destino do projeto; sua estrutura de concreto, há muito abandonada, permanece hoje como uma ruína pela qual as pessoas podem circular livremente.
