A descoberta de petróleo pela Petrobras no poço Morpho, confirmada em agosto de 2026, reforçou as expectativas sobre uma nova fronteira petrolífera no Brasil. Perfurado no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá, o poço está na Margem Equatorial -faixa marítima que acompanha o litoral brasileiro do Amapá ao Rio Grande do Norte e passa por outros países sul-americanos.
Ao mesmo tempo, também ocupa a Bacia da Foz do Amazonas, que é uma grande bacia sedimentar inserida na Margem Equatorial. A desembocadura do Rio Amazonas, no entanto, fica a 500 km de onde o petróleo foi encontrado.
Além da Foz do Amazonas, a Margem Equatorial reúne outras 4 bacias distribuídas ao longo das costas de Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. A região recebeu esse nome por estar próxima à linha do Equador e reúne formações geológicas que podem armazenar grandes volumes de petróleo e gás natural.
A Petrobras encontrou indícios de petróleo no Morpho depois de atravessar 2.886 metros de lâmina d’água e perfurar até 7.081 metros de profundidade. A descoberta ainda não significa que exista uma reserva com viabilidade comercial. A estatal terá de delimitar o reservatório, estimar o volume recuperável e verificar se a produção seria economicamente viável.
O bloco foi arrematado originalmente na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013. O licenciamento ambiental começou no ano seguinte, e a Petrobras assumiu integralmente os direitos sobre a área em 2020.
