A Alemanha corre o risco de não conseguir encontrar mão de obra qualificada para 723 mil vagas em seu mercado de trabalho até 2029. Os dados, divulgados na 2ª feira (7.set.2026), são de um estudo do IW (Instituto da Economia Alemã), ligado ao setor empresarial, que em 2024 contabilizou um deficit de 370 mil profissionais.
O maior deficit projetado (cerca de 39.100 vagas) é para vendedores no comércio. Outras áreas fortemente afetadas incluem a educação infantil (29.900) e a assistência social e pedagogia social (23.600), seguidas pelos setores de enfermagem e cuidados de saúde (18.700), instalações elétricas na construção civil (17.400) e fisioterapia (16.300).
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A escassez de mão de obra deve ser agravada, entre outros fatores, pela entrada de muitas pessoas na aposentadoria ao longo dos próximos anos. Ao mesmo tempo, a renovação da força de trabalho deverá ser insuficiente, já que a Alemanha poderá atrair menos trabalhadores do exterior.
Além disso, pesou nos cálculos dos economistas a expectativa de uma recuperação da economia alemã, o que tende a aumentar ainda mais a demanda por profissionais qualificados.
Os autores do estudo, porém, ressaltaram que o deficit pode ser ainda maior, já que seus cálculos não levam em conta a tendência de queda nas taxas de natalidade.
