Uma pequena casa praticamente escorada para não cair, uma propriedade comprada sem contrato e uma criação de suínos que começou com apenas oito fêmeas. Foi a partir dessa estrutura que a família Babinski construiu uma trajetória que atravessou gerações no interior de Xavantina, em Santa Catarina.
Décadas depois, a atividade que ajudou Leonir e Salete Babinski a criar os filhos ganhou escala nas mãos da segunda geração. O filho Deyvis Babinski chegou a deixar o campo e tentar a vida na cidade, mas decidiu voltar. Assumiu os negócios da família, investiu na criação de leitões em fase de creche e levou a propriedade ao primeiro lugar em desempenho na região.
Hoje, a granja trabalha com cerca de 6 mil suínos e a família já fala em uma nova expansão.“Foi a melhor decisão da minha vida ter voltado para cá”, resume Deyvis.
Uma propriedade comprada “no bigode”
A história começou muito antes da atual estrutura da granja. Filho de agricultores, Leonir cresceu trabalhando com a família. Estudou até a quarta série e ainda criança passou a dividir o tempo com as tarefas da propriedade.
“Na aula aprendi muito pouco. O que eu aprendi talvez foi com meus irmãos. Depois eles estudavam mais e eu parei na quarta série. Meu pai disse que eu tinha que carpir para ganhar o pão de cada dia”, relembra.
A família cultivava milho e já mantinha alguns suínos. A vida de Leonir, porém, mudou depois que o pai negociou a compra da propriedade onde ele vive atualmente e morreu poucos dias depois.
