Foto cedida pela família e obtida pela AFP em 15 de setembro de 2026 mostra Taraneh Rahimi posando em Chadegan, na província iraniana de Isfahan.
AFP
Nos dias 8 e 9 de janeiro, Taraneh Rahimi e sua irmã gêmea, Romina, juntaram-se a milhares de pessoas em protestos contra as autoridades na cidade iraniana de Isfahan. Oito meses depois, a jovem está no corredor da morte.
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Esses protestos noturnos, o ápice de um movimento nacional de protesto desencadeado no final de dezembro pelo aumento do custo de vida, foram reprimidos com violência e resultaram em dezenas de milhares de prisões, segundo organizações de direitos humanos e investigadores da ONU.
Uma semana depois, as duas irmãs, então com 20 anos, foram presas durante uma batida policial em sua casa, conforme relatado por seus familiares no exterior.
Como parte de um julgamento que envolve outras 14 pessoas, elas compareceram em julho perante um tribunal instalado em uma prisão em Isfahan, no centro do Irã.
Elas foram acusadas de envolvimento na morte de um membro da Guarda Revolucionária, a poderosa força armada da República Islâmica, e na morte de uma pessoa em situação de rua à margem das manifestações, explica a organização Human Rights Activists (HRANA).
Segundo esta ONG, com sede nos EUA, Taraneh foi condenada à morte um mês depois por "guerra contra Deus", e sua irmã recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.
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